terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Politica do Aborto ou Aborto da Politica?




Dia vinte e nove de Janeiro, por voltas das 23h emitia em directo o programa prós e contras soberbamente apresentado pela jornalista Fátima Campos no canal um, com o tema cujo levanta poeira em pleno alto mar, a despenalização e liberarização do aborto. Sim ou não?
Atenção, não se encare a tese com comodidade. O que não deixa de ser confuso, é a falta de objectividade e consistência dos convidados que à medida que eram de vez a vez portadores da palavra, diziam falar para o compreendimento dos portugueses que estavam a assistir (como cúmulo) e que nunca foram capazes de concretamente definir um cenário do sim ou não. Eu cheguei a ouvir desentendimentos por dizerem opção em vez de decisão…que revela e demonstra a opinião da maioria dos nossos conterrâneos (belo estratagema), mas será que aqueles senhores não entendem que quando falam num programa com um teor daqueles não estão numa assembleia da republica, onde até se fala do adultério das mulheres dos outros, vão lavar roupa suja como se quem fosse o ultimo a tagarelar fosse quem saísse vitorioso? São nestes políticos aos quais confiamos e asseguramos o futuro do nosso país? Crianças que se riem e enchem os bolsos ás nossas custas, cujo ideal e solução para todas as questões é o aumento dos impostos e nem tão pouco preocupados estão em exercer um pouco a função á qual foram concedidos e sair desta vergonha….
O triste ainda é quando se “associaram” á medida que o tempo ia passando, diziam que ali o colega é meu colega de partido como partilhando o fundo do mesmo tacho…e o espectador atento ficava de boca aberta com a falta de punho, inteligência e coerência daqueles senhores.
O aborto é uma opção consciente, conhecedora e informada da mulher. Ponto final. Ou será melhor passar num caixote do lixo e ver uma criança enrolada num saco de plástico ainda a respirar? Quando não existem circunstâncias mínimas para sustentar, cuidar assegurar, físicas, financeiras, psicológicas, anímicas, afectivas e reais, não será um beco ao qual se afunila o estado de consciência dela?
Definam então se o que iremos votar são dez semanas, dias ou meses. Porque estes portugueses que estavam em casa a ver, sabem que votam por uma melhoria de condição de vida e lutam por isso.

sábado, 6 de janeiro de 2007

O sindroma do movimento.


A evolução das nossas vidas (amor, carreira, familia, casa, carro ou mesmo compras no supermercado) acontece no momento em que fazemos as nossas escolhas. É uma questão de cultura, um voto de confiança. O nosso querer, a força que empregamos pra podermos "evoluir" por vezes ou quase sempre nos garante o caminho da mudança, a questão é como sabemos que a escolha é a certa? Como podemos saber se há um ano atrás estavamos mais burros, que estou mais feliz com aquela ou com aquele, qual é o amigo (a), parente, programa de tv, consciencia ou bom senso (se é que isso existe) que me aponta a direcção e diz que é a correcta? Olhando para dentro, vejo que é tudo utópico, eu não evolui por ter feito escolhas que este ou aquele acham a bem o ter feito, não chamo evolução quando a dimensão do nosso mundo se resume a um ordenado ou a um canudo...

Não sei o significado que cada um tem para isto. Para mim, evoluir é suceder no desconhecido.

Taxi driver


Se há pessoas com um carisma próprio, singular, poético, filósofo e psiquiátrico, excêntrico, sem pudores e autênticos políticos são os taxistas. Quantos já não "alugaram" a disponibilidade e presenciaram a sobre-natural forma de fácil diálogo desde o momento em que se entra na cabine do "olha pro taximetro" e comunicam com estes dinossauros contemporânios. Lembro-me da última, o veículo estava cheio, tal momento propício para um momento de auditoria do tema em causa:

-Lisboa é uma cidade expectacular nesta altura!

-Atiro-me com a questão, então mas conheçe muitas mais..? Porto,algarve...?

abriu-se espaço para uns dois minutos de reflexão (por parte do condutor, logicamente pensando...terei a ser gozado?)

-Paris! disse contentamente...
-Aii Paris, muitos taxistas portugueses n?
-Trabalhei lá sete anos e n conheçi um...
Pausa...
-Tive lá uma semana só encontrei um que não era português!