quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sabendo ser a hora


Murmura suave o silêncio da tarde

como se a vida parasse por ali

naquele estar só um onde dois se encontram.

Algures deve ter cantado um pássaro

que lançou no ar as notas inaudíveis

arrepio sentido no corpo dos amantes

que se olharam na alma sabendo que era a hora.

E disseram a palavra inevitável

em todas as partidas impossíveis

alma plena olhando mãos vazias
aquele ser só um

sabendo ser a hora

Momentos roubados à vida. Parados para se manterem vivos. Nas memórias.

Aprendi que apesar dos tons cinzentos que me rodeiam, e dos sons da banalidade que me vão chegando, sou dono de um poder enorme que me faz viajar incólume para lugares só meus. Sítios que pinto com a paleta dos meus sonhos.