terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Um forma de viver


E surge o momento em que devemos parar e pensar no passo dado,

Experiência número um: Ficar parado, sentado olhando e descobrindo decifrar a pressa que nos leva a fugir do tempo numa manha antes de chegar ao trabalho, não porque rotinamente chegamos um ou dois minutos atrasados, minutos sentidos quando sabemos que estamos agindo contra o próprio tempo, mas porque existe sempre alguém, alguém que não quer saber o porquê, que nem tão pouco interroga, que nos olha com aquele olhar subtil e seguro de “estas a pisar o risco”, como se tivéssemos assassinado alguém. Seria estúpido perguntar se tudo isto vale a pena, porque respirando uma sociedade capitalista, é uma questão de sobrevivência, mas vive-se com o medo de agir erroneamente, de ir contra um pensamento, limitando o nosso ego, a nossa sabedoria e mais grave ainda, limitando a nossa vontade e liberdade de expressão. Os tempos são de crise criativa, deixou de haver espaço do pensamento e da frase, ou talvez não passe disso mesmo…porque longe vai a historia que conta de uma revolução que em tempos deu lugar a uma vontade do povo, já não se pensa assim, “tem que haver” é o que dizem, alguns que se apercebem, mas também se apercebem que a palavra é barata, e tão barata que se vende numa conversa de balcão embriagado, sujeitamo-nos pois a baixar a cabeça e esquecer que a vida não é uma cozinha de tasca, fundindo a nossa pele na massa ignorante das reflexões comuns.

Felicidade não é viver num país solarengo, onde nos conhecem pela língua que falamos, nem tão pouco sair á rua com os sapatos Timberland (comprados nos saldos) como forma de show-off e ou de superioridade pela aparência, gostar do sítio onde vivemos é termos cabalmente a concepção de ser efectivamente alguém.

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